Autor: Leandro Amorim

  • Heat vai pro play-in de novo — e dessa vez não conseguiu esconder a decepção

    Heat vai pro play-in de novo — e dessa vez não conseguiu esconder a decepção

    Olha só que situação. O Miami Heat tá de volta ao play-in tournament pela quarta vez consecutiva. Quarta! E dessa vez, diferente das outras, deu pra ver que o desânimo bateu mesmo.

    A matemática cruel se confirmou ontem à noite na derrota por 121-95 pro Toronto Raptors — uma surra que garantiu que Miami não consegue mais chegar no top-6 do Leste. Ou seja: play-in ou nada.

    “Somos melhores que isso”

    Umas semanas atrás, o Bam Adebayo tinha falado uma coisa que ficou na cabeça: “somos melhores que estar no play-in”. Na época pensei: será mesmo? Porque sinceramente, pelos números que o time vinha apresentando, já dava pra desconfiar que essa história ia acabar mal.

    E Erik Spoelstra não escondeu a frustração depois da terceira derrota consecutiva pro Raptors na temporada (0-3, viu só): “Estamos desapontados, com certeza, por não conseguirmos trazer outro nível de espírito competitivo.” Traduzindo: time não jogou nada.

    Pelo menos têm experiência nisso

    Se tem uma coisa que não dá pra falar é que o Heat não tem experiência com play-in. Cara, eles empataram o recorde de participações com 4 vezes — junto com Atlanta e Golden State. É muita competência pra chegar sempre nessa situação limite, não vou mentir.

    Mas aqui vem a parte interessante: Miami sempre passou do play-in. Sempre. Na temporada passada, como 10º colocado, ganhou dois jogos fora de casa e garantiu a vaga. Em 2024, foi 1-1 e passou. E em 2023? Também 1-1, mas aí foi longe — chegou até as Finais da NBA contra o Denver.

    O problema é que dessa vez a vibe tá diferente. O time tá 13-20 contra as outras nove equipes do Leste que vão pros playoffs. Treze e vinte! É um número que dói de ver.

    Vocês acham que o Heat consegue fazer a mágica mais uma vez? Porque sinceramente, por mais que tenham essa experiência toda, o momento do time não tá dos melhores. Spoelstra falou que “temos espírito, nossos caras se recuperam”, mas também admitiu que precisam “chegar no nível da competição”.

    O play-in tá aí. De novo. E dessa vez vai ser interessante ver se a experiência compensa o momento ruim ou se finalmente a sorte acaba.

  • Raptors atropelam o Heat e praticamente enterram Miami no play-in

    Raptors atropelam o Heat e praticamente enterram Miami no play-in

    Olha, eu já imaginava que o Toronto ia dar trabalho para o Miami nessa reta final, mas 121 a 95? Isso foi um massacre mesmo. Os Raptors não deram chance nenhuma pro Heat ontem à noite, e o pior de tudo é que agora Miami tá praticamente condenado ao play-in pelo quarto ano consecutivo.

    Scottie Barnes foi simplesmente monstruoso com 25 pontos, e Brandon Ingram contribuiu com mais 23. Esses caras estão jogando um basquete bonito de se ver. Jakob Poeltl ainda colocou 17 pontos no placar — o pivô austríaco tá numa fase excelente.

    A virada que definiu tudo

    O jogo teve uma virada absurda no primeiro tempo. Toronto estava perdendo por dois pontos, aí do nada aplicaram um 19 a 2 no Miami. Pronto, game over. Quando você toma uma sequência dessa na NBA, é praticamente impossível se recuperar.

    RJ Barrett ainda fez 16 pontos e Jamal Shead distribuiu 11 assistências saindo do banco. Cara, esse banco dos Raptors tá funcionando muito bem. Eles conseguiram manter a intensidade o jogo inteiro.

    Miami na corda bamba

    Do lado do Heat, Andrew Wiggins até tentou com 24 pontos, mas foi insuficiente. Tyler Herro e Norman Powell fizeram 14 cada um, mas o que mais me chamou atenção foi o Bam Adebayo completamente apagado — apenas 7 pontos com 2 acertos em 14 tentativas.

    Gente, o mesmo cara que fez 83 pontos contra Washington no mês passado (sim, oitenta e três!) agora não conseguiu nem chegar aos dois dígitos. Basquete é isso mesmo — às vezes você está voando, às vezes não consegue acertar nem bandeja.

    Miami agora tem um record de 41-38 e precisa praticamente ganhar os três jogos restantes para ter alguma chance de escapar da 10ª posição no play-in. Nove derrotas nos últimos 12 jogos não é brincadeira não.

    Vocês acham que o Heat ainda consegue se recuperar para os playoffs? Sinceramente, eu tô com dúvidas. Toronto (44-35) tá a apenas um jogo do Atlanta para brigar pela quinta posição do Leste, e ainda lidera Philadelphia por um jogo na corrida pela sexta vaga — a última que garante playoff direto.

    Os times se enfrentam de novo na quinta-feira em Toronto. Se os Raptors ganharem, vão fazer o 4-0 na temporada contra Miami. Seria apenas a terceira vez na história que isso acontece entre essas equipes.

  • Carlisle vai faltar 2 jogos dos Pacers pra ir na formatura da filha

    Carlisle vai faltar 2 jogos dos Pacers pra ir na formatura da filha

    Olha, eu já vi muito técnico faltar jogo por suspensão, por doença, por mil motivos diferentes. Mas Rick Carlisle dos Pacers me surpreendeu com essa: vai perder os próximos dois jogos da equipe pra acompanhar a formatura de primavera da filha dele.

    E sabe de uma coisa? Achei isso monstro da parte dele.

    Família em primeiro lugar

    Depois da derrota feia por 124 a 104 pro Minnesota na terça, Carlisle foi direto ao ponto: “A Abby tem um evento na escola e o Herb (Simon) e o Kevin (Pritchard) me liberaram pra isso”. Herb é o dono do time, Kevin é o presidente de operações de basquete. Lloyd Pierce vai comandar o time contra o Brooklyn na quinta e contra o Philadelphia na sexta.

    Cara, imagina a pressão que deve ser ter o pai técnico da NBA. A menina provavelmente cresceu vendo o pai perdendo dezenas de eventos importantes por causa do trabalho. Dessa vez não.

    Temporada já era mesmo

    Vamos ser honestos aqui — os Pacers tão numa situação complicadíssima. Segunda pior campanha da liga, três derrotas seguidas, apenas 4 vitórias nos últimos 26 jogos. É aquele tipo de temporada que você quer que acabe logo.

    E o pior: Tyrese Haliburton, o cara que era pra ser a estrela do time, não jogou nem um minuto sequer depois de romper o tendão de Aquiles no Jogo 7 das Finais do ano passado. Imaginem só — chegar na Final, perder no último jogo E ainda ver seu melhor jogador se machucar gravemente.

    Um final simbólico

    O mais interessante é que Carlisle volta justamente pro último jogo da temporada, contra o Detroit — time que deu a primeira chance dele como técnico principal lá em 2001-02. Coincidência do destino ou não, é um jeito bonito de encerrar uma temporada difícil.

    Lloyd Pierce não é nenhum desconhecido, já foi técnico principal do Atlanta Hawks, então o time tá em boas mãos. Mas sinceramente? Com essa campanha dos Pacers, acho que até eu poderia técnico esses dois jogos (risos).

    E vocês, acham que Carlisle fez certo em priorizar a família nesse momento? Eu acho que foi uma atitude linda, principalmente numa temporada perdida como essa.

  • Calouro dos Pelicans faz 40 pontos e quebra recorde da franquia

    Calouro dos Pelicans faz 40 pontos e quebra recorde da franquia

    Cara, que noite absurda do Jeremiah Fears! O garoto simplesmente decidiu que ia fazer história em New Orleans e cravou 40 pontos na vitória dos Pelicans sobre o Utah Jazz por 156-137. E olha, não foi só mais um jogo qualquer — foi quebra de recorde atrás de quebra de recorde.

    Fears, que foi a 7ª escolha do Draft (ou seja, chegou com expectativa mesmo), acertou 17 de 29 arremessos. Tá, o cara errou algumas bolas de 3 (apenas 1 de 7), mas compensou de sobra jogando no garrafão e nas intermediárias. O recorde anterior de pontos por um calouro dos Pelicans era de Marcus Thornton, com 37 pontos lá em 2010. Fears simplesmente passou o trator.

    Show de Jordan Poole no terceiro quarto

    Mas não foi só o Fears que brilhou, não. Jordan Poole — que passou mais da metade da temporada no banco — resolveu lembrar que sabe jogar basquete. O cara fez 34 pontos, sendo 22 só no terceiro quarto. E adivinha? Nesse período, os Pelicans fizeram 50 pontos, outro recorde da franquia em um único quarto!

    Poole acertou 7 de 16 tentativas do perímetro. Quando o homem tá com a mão quente, é melhor não atrapalhar mesmo. Foi apenas o sétimo jogo dele como titular na temporada, mas que forma de aproveitar a oportunidade.

    Pelicans sem os titulares principais

    Agora vem a parte mais louca dessa história toda: os Pelicans jogaram SEM Zion Williamson, Trey Murphy III, Dejounte Murray, Herb Jones e Saddiq Bey. Alguns estavam machucados (Murphy com o tornozelo, Murray com a mão), mas Zion, Jones e Bey estavam disponíveis. Só que ficaram no banco mesmo.

    Por quê? Bem, era o último jogo em casa de uma temporada que já não ia dar em nada — segunda temporada consecutiva fora dos playoffs. Então a diretoria preferiu dar minutagem pros jovens e ver o que eles conseguem fazer. E conseguiram MUITO.

    Micah Peavy fez 20 pontos (recorde pessoal na temporada), Jordan Hawkins contribuiu com 25, e Derek Queen — primeira escolha de 2025, 13º no geral — cravou um double-double de 17 pontos e 12 rebotes. No final das contas, os Pelicans fizeram 90 pontos só na pintura. Noventa! Outro recorde da franquia.

    Do lado do Jazz, que perdeu o décimo jogo consecutivo (14 derrotas em 15 jogos), Kennedy Chandler fez 31 pontos e Cody Williams contribuiu com 26. Bez Mbeng, um cara de Yale jogando apenas seu 13º jogo na liga, fez 26 pontos de recorde pessoal.

    Sinceramente? Foi uma dessas noites que você lembra porque ama esse esporte. Jovens quebrando recordes, veteranos aproveitando as oportunidades, e basquete de alta pontuação. Os 156 pontos dos Pelicans também foram recorde da franquia — o anterior era 153, curiosamente também contra o Utah, em janeiro de 2024.

    E aí, vocês acham que o Fears consegue manter essa pegada na próxima temporada? Porque se conseguir, New Orleans pode ter achado uma joia mesmo.

  • Bulls favoritos contra os Wizards, mas será que vale a pena?

    Bulls favoritos contra os Wizards, mas será que vale a pena?

    Olha, eu vou falar uma coisa: ver Bulls e Wizards jogando nessa altura do campeonato é quase como assistir um jogo de veteranos no fim de semana. Os dois times estão numa situação bem complicada na temporada, mas ainda assim pode rolar um jogaço interessante na Capital One Arena.

    Os Bulls chegam com 29-49 na temporada e numa sequência terrível de sete derrotas consecutivas. A última foi uma surra de 120-110 para os Suns no domingo, e sinceramente, deu até dó de ver. Do outro lado, os Wizards estão ainda pior, com 17-61 no geral e seis derrotas seguidas. É aquela situação onde você não sabe quem quer menos perder, né?

    Desfalques pesam nos dois lados

    E aí que a coisa fica interessante (ou não). Chicago vai jogar sem Matas Buzelis (doença), Josh Giddey (posterior da coxa), Nick Richards (cotovelo) e Anfernee Simons (punho). Cara, é meio time inteiro no departamento médico! Já Washington não terá Kyshawn George (cotovelo), Alex Sarr (dedo do pé) e – pasmem – Trae Young (coxa).

    Espera aí, Trae Young nos Wizards? É, galera, essa notícia é de 2026 e aparentemente muita coisa mudou na liga. O que me deixa ainda mais curioso pra saber como essa temporada futura está rolando.

    As apostas dizem o quê?

    Os Bulls entram como favoritos por 6.5 pontos, o que até faz sentido considerando que estão um pouco menos pior que Washington na temporada. O over/under está em 250.5 pontos totais, o que me parece alto demais pra dois times que estão claramente sem ritmo.

    Na minha visão, essa é daquelas partidas onde você torce mais pela qualidade do jogo do que necessariamente pelo resultado. Ambos os times têm potencial pra surpreender – ou decepcionar completamente, dependendo do seu ponto de vista.

    Leonard Miller aparece como a esperança dos Bulls pra marcar uns 22.5 pontos, enquanto Will Riley deve liderar os Wizards com 16.7. Nomes que ainda não conhecemos direito, mas que em 2026 aparentemente estarão movimentando a liga.

    Vocês acham que vale a pena apostar no under? Com tantos desfalques dos dois lados, pode ser que o jogo seja mais truncado do que o esperado. Mas aí, né – sempre tem aquele jogador que resolve aparecer do nada e fazer 30 pontos.

  • Quais times fora dos playoffs têm mais chance de chegar em 2027?

    Quais times fora dos playoffs têm mais chance de chegar em 2027?

    Olha, uma coisa que eu sempre falo é que a NBA muda muito mais rápido do que a gente imagina. Na temporada passada, 10 times ficaram fora dos playoffs. Nesta temporada? Seis desses times conseguiram uma vaga no Play-In ou nos playoffs mesmo: Hornets, 76ers, Suns, Blazers, Spurs e Raptors.

    E cara, com as mudanças na loteria chegando, a coisa vai ficar ainda mais maluca. Times que antes tankavam de propósito agora vão ter que pensar duas vezes. Imagina só: uma NBA onde todo mundo tenta ganhar de verdade?

    Vou ranquear aqui os 10 times que ficaram fora da festa este ano, do menos provável ao mais provável de chegar nos playoffs em 2027.

    Os Casos Perdidos (Por Enquanto)

    10. Sacramento Kings

    Mano, os Kings são uma piada triste. Nos últimos 20 anos, eles foram pros playoffs UMA vez. Uma! Isso é 95% de fracasso, e olha que tem temporada aí que eles tentaram ganhar mesmo.

    A situação é tão feia que eles já estão acima do luxury tax antes mesmo de fazer o draft e completar o elenco. O DeMar DeRozan tem garantia parcial no contrato e deve ser dispensado ou trocado. O Sabonis estava no mercado no deadline e provavelmente vai estar de novo.

    Sacramento tá entrando numa reconstrução. Ou melhor, nunca saiu da reconstrução que começou há duas décadas.

    9. Chicago Bulls

    Ah, Chicago… O parceiro espiritual de Sacramento. Os Bulls demitiram o GM e o VP executivo na segunda-feira – sinal de que a coisa tá feia mesmo.

    Quantos jogadores do elenco atual você acha que vão estar no time campeão que eles esperam construir um dia? Josh Giddey e Matas Buzelis, talvez o Jalen Smith como reserva. Só isso.

    Eles trocaram algumas peças importantes no deadline, mas esperaram demais e receberam migalhas. É o típico time sem ambição nenhuma.

    O Caso Interessante

    8. Memphis Grizzlies

    Os Grizzlies podem ter começado uma reconstrução trocando Desmond Bane e Jaren Jackson Jr., mas não acho que vão tankar de verdade. Com as novas regras da loteria, essa estratégia pode nem funcionar mais.

    O Ja Morant ainda tá lá, mesmo com aquele contrato arriscado que ninguém quer pegar. O cara perdeu um pouco da explosão pra chegar no garrafão, mas ainda pode dar a volta por cima. Numa amostra pequena, os Grizzlies ganharam por 18,4 pontos a cada 100 posses dos adversários.

    Sinceramente? Acho que Memphis pode surpreender. Eles têm três picks de primeira rodada em 2027 pra trabalhar, então podem se dar ao luxo de deixar as coisas fluírem naturalmente.

    E vocês, o que acham? Algum desses times consegue dar a volta por cima, ou vão continuar na fila do pão? Com essas mudanças na loteria, pode ser que vejamos algumas surpresas absurdas na próxima temporada.

  • Doc Rivers tem que sair se o Bucks quiser manter Giannis

    Doc Rivers tem que sair se o Bucks quiser manter Giannis

    Cara, o bagulho tá feio em Milwaukee. E quando digo feio, é FEIO mesmo.

    O Giannis mandou um recado que não dá pra ignorar — e olha, sinceramente, eu já tava esperando isso há um tempo. Em uma entrevista que foi praticamente uma indireta do tamanho de um prédio, o Greek Freak deixou bem claro o que ele quer: “Sem desculpas. Mexer como um grupo, mexer como uma unidade.”

    Sabe pra quem isso foi direcionado? Pro Doc Rivers. E não precisa ser gênio pra entender.

    O Problema Rivers

    Desde que o Doc chegou em janeiro de 2024 (demitindo o Adrian Griffin no meio da temporada), o Bucks tem um cartel de 95-100. Noventa e cinco vitórias, cem derrotas. Com GIANNIS no time. É de dar vergonha alheia.

    E o pior? O cara sempre tem uma desculpa na manga. Sempre. É tradição dele — já perdeu mais séries de 3-1 na história dos playoffs do que qualquer outro técnico e ainda acha que não recebe crédito suficiente pelas três vitórias que conseguiu.

    No Philadelphia, a desculpa era o Ben Simmons. Depois que trocaram o Ben, virou o James Harden que ficou “egoísta” depois de não ir pro All-Star Game. Agora em Milwaukee? “É difícil pegar um time no meio da temporada”, disse ele depois de perder 7 dos primeiros 10 jogos.

    Meu brother, qualquer técnico desempregado mataria pra treinar um time com Giannis e Damian Lillard!

    Giannis Não Aguenta Mais

    A entrevista do Giannis foi cirúrgica. Ele falou que conversou com o Joe Mazzulla, do Celtics, e elogiou justamente o fato do cara não ficar arrumando desculpa. “Vocês tiveram tantas oportunidades de inventar desculpas, mas não fizeram”, disse o Giannis.

    É óbvio que o Celtics tem um elenco muito superior — isso é fato. Mas a questão é a mentalidade, né? E o Doc Rivers simplesmente NÃO tem essa mentalidade de accountability que o Giannis tá cobrando.

    O que me impressiona é como o Giannis foi direto ao ponto sem citar nomes. Classe pura. Mas a mensagem chegou: ou muda a postura ou muda o técnico.

    Milwaukee Tem Que Decidir

    Olha, na minha opinião, se eu fosse o front office do Bucks, já taria ligando pro agente do Giannis pra garantir que ele fica e procurando um novo técnico ao mesmo tempo. O cara é um two-time MVP, um dos melhores jogadores do planeta — você não deixa ele sair por causa de ego de técnico.

    E aí, vocês acham que o Doc aguenta essa pressão? Porque pelo histórico dele, sempre que a coisa aperta, ele arruma um culpado. Dessa vez não tem pra onde correr — o problema é ele mesmo.

    Se o Bucks quer manter o Greek Freak vestindo verde até o fim da carreira, a solução é simples: Doc Rivers tem que vazar. Não tem meio termo aqui.

  • Nando De Colo anuncia aposentadoria: fim de uma era no basquete

    Nando De Colo anuncia aposentadoria: fim de uma era no basquete

    Cara, acabou de rolar uma notícia que me deixou meio nostálgico. Nando De Colo, aquele francês que passou pelos Spurs e Raptors lá no início da década de 2010, anunciou que vai pendurar as chuteiras no final desta temporada. O cara tá fechando a carreira defendendo o Fenerbahce, na Turquia.

    Olha, vou ser sincero com vocês: quando o De Colo saiu da NBA em 2014, muita gente achou que ele tinha desistido cedo demais do sonho americano. Mas cara, que decisão inteligente foi essa! O francês voltou pra Europa e simplesmente dominou o basquete de lá.

    O reinado no CSKA Moscou

    Durante cinco temporadas no CSKA, o De Colo virou praticamente um deus do basquete europeu. E não tô exagerando não — o monstro levou o time russo ao título da EuroLeague em 2016. Quem acompanha basquete europeu sabe que isso aí é tipo ganhar um anel da NBA por lá.

    Depois rolou essa saga toda entre Fenerbahce e ASVEL (time francês), mas o importante é que o cara nunca parou de jogar em alto nível. E pela seleção francesa então? Duas medalhas de prata olímpicas (2020 e 2024), ouro no EuroBasket de 2013 e bronze na Copa do Mundo de 2019.

    Uma carreira que inspira

    Sabe o que mais me impressiona na história do De Colo? A humildade de reconhecer que talvez a NBA não fosse o lugar ideal pra ele naquele momento, e a coragem de apostar no basquete europeu. Quantos jogadores não ficam presos no sonho americano e acabam desperdiçando os melhores anos da carreira?

    O francês mostrou que dá pra ter uma carreira absurdamente bem-sucedida fora da NBA. Claro, todo jogador sonha em brilhar por lá, mas às vezes o caminho pra grandeza passa por outros lugares.

    Vocês acham que ele fez a escolha certa saindo da NBA quando saiu? Eu sinceramente acho que sim. O cara construiu um legado incrível no basquete mundial e vai ser lembrado como uma das maiores lendas do basquete francês e europeu.

  • Stevens manda a real: tá feliz em Boston e não quer sair

    Stevens manda a real: tá feliz em Boston e não quer sair

    Cara, o Brad Stevens finalmente falou. E olha, depois de tanto boato rolando sobre ele ir pra outros lugares — inclusive aquela história do North Carolina que acabou não dando em nada — o cara foi direto ao ponto: tá feliz onde está e não quer saber de mudança.

    “Essa coisa toda do carrossel de técnicos sendo notícia é meio cansativo, mas entendo por que acontece nos dias de hoje”, disse Stevens na coletiva antes do jogo contra o Charlotte. E aí completou com algo que achei sensacional: “Gosto de estar aqui. Eles têm sido ótimos comigo, e eu não tenho procurado nada além disso.”

    O homem que virou executivo

    Stevens deixou de ser técnico dos Celtics em 2021 pra virar presidente de operações de basquete. E sinceramente? Que decisão acertada. O cara tá vendo o time que ele ajudou a construir voando na temporada.

    Porque vamos combinar — ninguém esperava esse Boston depois das saídas do Jrue Holiday, Kristaps Porzingis e Al Horford no começo da temporada. Ainda mais com o Jayson Tatum começando machucado por causa daquela lesão no tendão de Aquiles. Mas ó o que aconteceu…

    O Jaylen Brown simplesmente assumiu a parada. O cara tá com médias de carreira: 28.7 pontos, 7.0 rebotes e 5.2 assistências. Absurdo! Tá até na conversa do MVP, que é coisa séria mesmo.

    Tatum voltando com tudo

    E quando o Tatum voltou no dia 6 de março? O bicho pegou. O cara já emplacou cinco jogos seguidos com mais de 20 pontos antes do jogo de ontem. A dupla Brown-Tatum tá funcionando melhor do que nunca, porque agora não tem mais aquela pressão toda em cima do Tatum.

    Stevens falou uma coisa que me chamou atenção: eles nem cogitaram seriamente o retorno do Tatum até perto do deadline de troca. “Ele estava numa situação física boa do ponto de vista de força, e aí era só questão de recondicionamento físico e recuperar a confiança.”..

    E vocês viram onde os Celtics estão? A duas vitórias de garantir a segunda posição no Leste. Candidato legítimo ao título. Quem diria, né?

    Mas Stevens continua com os pés no chão, como sempre: “Sinto exatamente o mesmo que sentia no começo. Nos playoffs vai ser a mesma coisa — um jogo de cada vez.” Essa mentalidade do cara é o que sempre admirei nele.

    Olha, eu não sei vocês, mas tô começando a acreditar seriamente nesse Boston. Com Stevens comandando nos bastidores e o Joe Mazzulla fazendo um trabalho sensacional como técnico, esse time pode ir longe mesmo. Que acham?

  • Doc Rivers pode deixar o Bucks por causa dos netos

    Doc Rivers pode deixar o Bucks por causa dos netos

    Olha, eu não esperava essa. Doc Rivers praticamente sinalizou que pode pendurar as chuteiras de técnico quando a temporada dos Bucks acabar — e o motivo é dos mais humanos possíveis: ele quer passar mais tempo com os netos.

    “Eu não vou responder isso, mas eu tenho netos que eu quero ver”, disse Rivers aos repórteres antes do jogo contra o Brooklyn. “Vou deixar assim. Deixo vocês tirarem suas conclusões.”

    Cara, dá pra sentir o peso nas palavras dele. Rivers tem 64 anos, ainda tem mais um ano de contrato, mas a diretoria dos Bucks vai decidir sobre o futuro dele na próxima semana. E sinceramente? Depois da temporada que eles tiveram, eu não culparia ninguém por querer dar uma pausa.

    Uma temporada pra esquecer

    Milwaukee entrou na temporada sonhando com o título. Tinham o Giannis, contrataram o Myles Turner na free agency… parecia que ia dar tudo certo. Só que não deu.

    Começaram 8-5, aí perderam sete seguidas e nunca mais se recuperaram. Ficaram fora do playoff, rolaram rumores de trade do Giannis (imagina só), e ainda por cima o astro grego apareceu em apenas 36 jogos — o menor número da carreira dele.

    Rivers ficou no meio dessa confusão toda, tendo que responder sobre o futuro do Giannis sem ter poder de decisão sobre nada. “A parte difícil de tudo isso é que eu estou no meio quando não tenho nada a ver com isso”, desabafou o técnico.

    Mais que um técnico, um avô

    Mas o que mais me tocou foi quando Rivers falou dos netos. “Eu tenho sete netos agora e todos têm 8 anos ou menos. E me mata toda vez que eu perco o dia dos avós de cada um deles na escola.”

    Pô, isso aí é real. O cara é o sexto técnico com mais vitórias na história da NBA, vai entrar no Hall da Fama esse verão, ganhou um anel com o Celtics em 2008… mas no final das contas, família é família né?

    E vocês, acham que Rivers deveria mesmo dar uma pausa? Ou será que Milwaukee consegue convencer ele a ficar mais uma temporada?

    Se ele realmente sair, certeza que vira comentarista — o cara já fez TV antes e tem carisma de sobra. Mas sabe como é, tem hora que a gente tem que escolher entre a carreira e momentos que não voltam mais. E esses primeiros anos dos netos? Passam voando.