Olha só a situação curiosa em Chicago: Michael Reinsdorf sai publicamente dizendo que quer manter Billy Donovan como técnico dos Bulls, mas o próprio Donovan tá fazendo questão de não se empolgar muito com o apoio do patrão.
“Acho que o Michael estava apenas expressando como se sente sobre mim”, disse Donovan antes do jogo contra os Wizards na quinta-feira. “Mas eu também entendo que todo mundo tem que pensar no que é melhor para os Bulls naquele momento.”
Cara, que diplomacia é essa? O cara recebe um voto de confiança público e ainda assim fica nessa de “vamos ver o que é melhor para a franquia”. Sinceramente, acho que Donovan tá sendo esperto — ele sabe que as coisas em Chicago estão uma bagunça total.
A limpa geral na diretoria
E não é pra menos que ele tá cauteloso. Na segunda-feira, os Bulls fizeram aquela limpeza que todo mundo já esperava: mandaram embora Arturas Karnisovas (vice-presidente executivo de operações de basquete) e Marc Eversley (gerente geral). Seis anos de trabalho e apenas uma classificação para os playoffs. É de lascar.
Donovan, aos 60 anos, ainda não decidiu se fica ou não. Vai se reunir com Reinsdorf depois da temporada pra bater um papo sobre o futuro. “Eu amo estar aqui”, disse ele. “Amei a relação com todo mundo — não só Jerry e Michael, mas todas as pessoas no prédio, a equipe. É um ambiente de trabalho incrível e eu curto muito. Mas estamos nesta situação porque realmente não ganhamos muito.”
O histórico que não engana
E aí que mora o problema. Donovan tá na 11ª temporada na NBA, seis delas com Chicago. Em Oklahoma City, ele classificou o Thunder pros playoffs em todas as cinco temporadas que esteve lá. Nos Bulls? Bem… não preciso nem falar, né?
O mais doído é que seus times só passaram da primeira rodada dos playoffs uma vez — quando Oklahoma City chegou às finais da Conferência Oeste em 2015-16, primeira temporada dele por lá. Desde então, tem sido mais sofrimento do que alegria.
Vocês acham que Donovan deveria apostar mais alguns anos em Chicago ou partir pra outro projeto? Porque, convenhamos, o cara tem currículo pra isso — só que às vezes mudança de ares faz bem pra todo mundo.

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