Clarkson saiu do banco de reservas e virou peça chave dos Knicks

Cara, eu não esperava que a temporada do Jordan Clarkson no Knicks ia ser essa montanha-russa toda. Quando ele chegou em Nova York no meio da temporada, todo mundo — eu incluído — ficou animado. O cara é um monstro saindo do banco, sempre foi. Mas aí veio a realidade: Mike Brown simplesmente não estava usando ele.

Durante a primeira metade da temporada, Clarkson jogou menos de 20 minutos por jogo. Vinte minutos, gente! Para um cara que já foi Sexto Homem do Ano. Fez 20 pontos ou mais apenas três vezes até dezembro. Dava para ver que o ritmo não estava lá, sabe? Não tinha encaixado no sistema ainda.

Do banco para o esquecimento

A coisa ficou ainda mais bizarra em janeiro. Clarkson praticamente virou peça de museu — ou ficava no banco sem entrar, ou só jogava quando o jogo já estava decidido. Com a chegada do Jose Alvarado, a situação piorou. Entre fevereiro e março, o cara jogou apenas metade dos jogos, totalizando pouco mais de 130 minutos.

Imagina a situação: um veterano experiente ficando atrás de garotos como Tyler Kolek e Ariel Hukporti na rotação. Deve ter sido frustrante demais. Quando entrava, era por uns 5 a 12 minutos no máximo, sem conseguir criar ritmo.

O jogo que mudou tudo

Aí veio aquela derrota pros Clippers por 126 a 118. Segunda derrota seguida depois de perder pros Lakers. Clarkson jogou míseros três minutos nessa partida, e dava para ver que Mike Brown estava desesperado por uma faísca vinda do banco.

A resposta veio no jogo seguinte contra o Utah. 26 minutos de quadra — o máximo desde o Natal — e o homem simplesmente destruiu: 27 pontos em 10 de 15 arremessos. Foi o tipo de performance que a torcida dos Knicks estava esperando desde que ele chegou. Mostrou por que ainda é um dos melhores pontuadores reservas da liga.

Desde então, Clarkson voltou para uma rotação mais estável. Não está fazendo aqueles jogos de 30 pontos toda noite, mas está contribuindo de forma consistente com seus 8 a 14 pontos por jogo em cerca de 20 minutos. E olha, talvez seja exatamente isso que o time precisa agora.

Depois daquelas duas derrotas em Los Angeles, os Knicks embalaram seis vitórias consecutivas. O ataque está mais equilibrado, as rotações mais definidas e — mais importante — eles estão ganhando. Às vezes é assim mesmo no basquete: o timing é tudo. Clarkson encontrou o dele na hora certa, e Nova York está colhendo os frutos.

Vocês acham que ele consegue manter essa consistência nos playoffs? Porque uma coisa eu sei: quando a pós-temporada chegar, ter um cara experiente como Clarkson saindo do banco pode fazer toda a diferença.

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