Julian Champagnie: de dispensado a vilão nas finais da NBA

Cara, às vezes o basquete escreve roteiros que nem Hollywood conseguiria imaginar. Julian Champagnie, de 24 anos, cresceu em Brooklyn torcendo pelos Knicks — e agora pode quebrar o coração da própria torcida vestindo a camisa do San Antonio Spurs nas finais da NBA.

O moleque que ninguém queria (foi dispensado pelos Sixers logo de cara) virou peça fundamental na campanha histórica dos Spurs. E olha que ironia: o único cara nas finais que nasceu e se criou em Nova York joga justamente CONTRA o time da cidade.

“Tenho vários amigos que torcem pro Knicks e adoraria estragar os planos deles”, disse Champagnie antes das finais começarem. Que declaração, né? É isso que eu chamo de mentalidade de assassino.

O arremessador que ninguém viu vindo

Na minha opinião, esse é exatamente o tipo de história que torna a NBA mágica. Champagnie fez cinco bolas de três só no primeiro tempo do Jogo 1 — cinco! O cara estava literalmente incendiando o Frost Bank Center enquanto destruía as esperanças dos fãs nova-iorquinos.

Os números não mentem: 11.1 pontos por jogo na temporada regular com 38% nas bolas de três. Nos playoffs? Subiu pra 40.2% de aproveitamento do perímetro. Monstro.

E o melhor de tudo? O Spurs está pagando só 3 milhões por ano pra ele até 2027. Enquanto isso, outros times gastam isso em jogadores que mal entram em quadra. Pop (Popovich) realmente sabe o que faz, pessoal.

Brooklyn contra Nova York

Imagina a pressão psicológica que deve ser jogar contra o time da sua cidade natal numa final da NBA. Champagnie cresceu no bairro de Kensington, jogou na Bishop Laughlin High School e depois na St. John’s — tudo em Nova York. Conhece cada esquina daquela cidade.

Agora precisa ajudar o Wembanyama e companhia a calarem a boca do Madison Square Garden. Que situação louca, cara!

Ah, e detalhe curioso: ele tem um irmão gêmeo, Justin, que também joga na NBA pelo Washington Wizards. Os dois foram dispensados no draft, os dois lutaram pra chegar onde estão. Mas só um vai ter a chance de ser campeão este ano.

Vocês acham que a pressão de jogar contra a torcida da casa pode afetar o Champagnie? Ou será que isso só vai motivar ele ainda mais? Baseado no que vi no Jogo 1, eu apostaria na segunda opção. O moleque tem sangue frio.

Game 2 é hoje no Texas, e tenho certeza que o Champagnie vai querer mostrar mais uma vez que não foi sorte. Esse cara pode ser a diferença entre o Spurs empatar a série ou voltar pra San Antonio já perdendo por 2-0. E sinceramente? Eu não duvidaria nada dele fazer mais um jogaço.

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