Olha, o Adam Silver não tá nem um pouco afim de mexer na polêmica regra dos 65 jogos. Falando antes do Jogo 1 das Finals entre Spurs e Knicks na quarta-feira, o comissário da NBA bateu o pé: “A regra tá funcionando”.
Pra quem não lembra, desde a temporada 2023-24 a liga criou essa regra que exige que os caras joguem pelo menos 65 partidas na temporada regular pra serem elegíveis pros prêmios individuais — MVP, All-NBA, essas paradas todas. São quase 80% dos jogos da temporada.
O problema do load management
A ideia por trás disso é meio óbvia: fazer os astros jogarem mais na temporada regular ao invés de ficarem descansando ou “gerenciando lesões”. E sinceramente, era necessário mesmo.
Os números são absurdos quando você para pra pensar. Nos anos 80 e 90, os principais jogadores perdiam menos de 11 jogos por temporada. Nos anos 2010, isso subiu pra 17,5 jogos. No início desta década? Quase 24 jogos por ano. Ou seja, os caras tavam basicamente perdendo um terço da temporada.
Imagina se o Luka ou o Giannis simplesmente decidissem não jogar 30 jogos por ano? O torcedor que paga ingresso caro fica no prejuízo total.
As exceções que confirmam a regra
Mas nem tudo são flores. Nesta temporada a regra gerou uma baita polêmica. O Luka Dončić jogou 64 partidas (uma a menos que o mínimo) por causa de uma lesão no posterior da coxa. O Cade Cunningham do Pistons jogou 63 por um pulmão colapsado — imagina só.
Os dois apelaram pra liga e conseguiram a elegibilidade, até ganharam vaga no primeiro time All-NBA. Mas sabe quem se deu mal? O Anthony Edwards do Minnesota. O cara jogou apenas 60 partidas, perdeu 11 dos últimos 14 jogos com lesão no joelho, teve médias absurdas (28,8 pontos, 5 rebotes, 3,7 assistências) e mesmo assim foi negado no recurso.
Cara, eu acho meio injusto com o Ant-Man. O garoto tá jogando um basquete monstro, mas se machucou na reta final. É diferente de alguém que escolhe não jogar, né não?
Silver não muda de opinião
Mesmo com as críticas, o Silver tá firme na decisão: “Não tô pronto pra apoiar uma mudança ainda”. Ele disse que quando rolar a negociação do novo acordo coletivo com o sindicato dos jogadores, aí eles podem conversar sobre isso.
E olha, o cara tem um ponto quando fala: “Não importa onde a gente coloque a linha, sempre vai ter jogadores do outro lado dela”. É verdade. Se fosse 60 jogos, alguém ia jogar 59. Se fosse 70, alguém ia jogar 69.
O acordo atual vai até a temporada 2029-30, então pelo menos pelos próximos quatro anos essa regra vai continuar aí. E vocês, acham que tá certo ou deveria ter mais flexibilidade pra casos de lesão? Eu tô dividido, porque entendo os dois lados da história.

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