Pistons e o drama dos arremessos de 3: time precisa de mira urgente

Cara, vou ser direto: o Detroit Pistons tem um problemão com bola de três. E olha que não é só questão de percentual — é questão de filosofia mesmo.

Eu sempre curti a pegada física dos Pistons, essa cara de Detroit raiz, mas assistindo os caras jogarem, fica claro que eles precisam urgentemente de gente que saiba ameaçar do perímetro. Trajan Langdon e JB Bickerstaff têm trabalho pela frente nessa offseason.

O que é espaçamento de verdade?

Espaçamento no basquete é quase um ato de caridade, sabe? É você se posicionar longe da bola pra dar espaço pro seu companheiro fazer a jogada. Funciona assim: ou você puxa o defensor pra longe e abre corredor pra infiltração, ou força ele a fechar no garrafão e você fica livre pra arremesso de três. É matemática pura.

Vi um lance genial do Spurs ontem que exemplifica isso perfeitamente. Stephon Castle infiltrou, puxou a ajuda do Chet Holmgren, rolou a bola pro Keldon Johnson no canto, que achou De’Aaron Fox livre pra bomba de três. Defesa do Thunder ficou completamente perdida. Isso é espaçamento de verdade.

E o Jared McCain? Monstro. O cara cruza a linha do meio de quadra já com as mãos prontas pra arremessar. Podia ter cortado pro garrafão, mas não — ele sabe qual é o trabalho dele. Três pontos limpos.

Detroit tá sufocado no garrafão

Com dois caras que não arremessam no quinteto titular, o Pistons não consegue ter o mesmo espaçamento que San Antonio ou Oklahoma City têm. Eles até pontuaram bem dentro do garrafão na temporada regular, mas nos playoffs? Virou um inferno.

O garrafão ficava entupido de gente. Contra Cleveland, vi Cade Cunningham virar várias bolas simplesmente porque não tinha ninguém no canto pra receber o passe. Ausar e Duren colapsando pro rebote ofensivo, mas deixando o armador na mão na hora H.

Tem um lance que me irritou profundamente: Caris LeVert saiu do canto (onde deveria estar ameaçando) pra fazer um bloqueio completamente desnecessário, colocando um defensor extra no caminho do Cade. Cara, isso é falta de QI de jogo básico.

Até o Ron Holland, que é novato, já sacou a parada — vi ele gesticulando pro Daniss Jenkins e Tobias Harris se afastarem. O moleque entende mais de espaçamento que veteranos no elenco!

Cadê os atiradores de ofício?

Olha, não vou criticar ninguém por jogar com suas forças. Se você é bom infiltrando, vai pra cima mesmo. Mas Langdon precisa urgentemente encontrar caras que querem arremessar de três.

Os números são assustadores: Detroit foi 29º em tentativas de três na temporada regular (entre 30 times) e 14º em 16 nos playoffs. O percentual até que não foi tão ruim (5º lugar), mas isso meio que prova o ponto — eles só arremessam quando tão MUITO livres.

Ataque de meio de quadra vira previsível quando o adversário não tem medo do seu arremesso de fora. É simples assim.

Analisando os 10 principais do elenco, fica claro que a maioria vive de arremessos de dois pontos. E aí, como que você vai espaçar direito? Como que você vai criar para o Cade fazer a magia dele?

Na minha opinião, Detroit precisa de pelo menos dois caras que cheguem no verão pensando: “Meu trabalho é fazer chover de três”. Senão, temporada que vem vai ser mais do mesmo: garrafão lotado e Cade fazendo milagre.

Vocês acham que os Pistons conseguem resolver isso na agência livre ou vão ter que apostar em trade mesmo?

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