Cara, é sempre difícil escrever sobre a partida de uma lenda. Rick Adelman nos deixou ontem aos 79 anos, e sinceramente, perdi um dos técnicos que mais admirava na NBA. O cara simplesmente dedicou quase 30 anos da vida dele comandando times na liga — e que legado, meu amigo.
Olha só os números: 1.042 vitórias em 29 temporadas como técnico. Décimo colocado na lista de todos os tempos! Só 11 caras na história da NBA conseguiram passar das 1.000 vitórias. Isso é ser monstro demais.
O período dourado em Portland
Quem acompanha NBA há mais tempo lembra bem do Adelman comandando aquele Portland dos anos 90. Duas finais consecutivas — 1990 e 1992. Na primeira, perderam pro Detroit do Bad Boys (que time bruto aquele era). Dois anos depois, deram de cara com o Bulls do Jordan no auge. Imagina a frustração, mas que campanhas épicas.
E pensar que o cara começou como jogador mediano — 7.7 pontos por jogo em sete temporadas. Prova de que nem sempre quem joga melhor vira o melhor técnico, né? O Adelman encontrou sua verdadeira vocação no banco de reservas.
Sacramento: onde virou ídolo mesmo
Mas foi em Sacramento que o Rick realmente brilhou. Oito temporadas comandando os Kings (1998-2006), e pasmem: playoffs em TODAS elas. Vocês têm noção do que isso significa? Os Kings eram piada antes dele chegar. Depois que saiu, voltaram pros playoffs apenas uma vez até hoje.
Aquele time dos Kings era absurdo de assistir. Um basquete fluido, bonito, que fazia qualquer um se apaixonar pelo esporte. E olha que eles chegaram na final da Conferência Oeste uma vez — quase desbancaram os Lakers numa época que o Shaq e Kobe dominavam tudo.
“Rick Adelman representou o melhor do basquete de Sacramento”, disse o time em nota oficial. E não é exagero não. O cara transformou uma franquia.
Legado de família
Uma curiosidade que poucos sabem: o filho dele, David Adelman, é técnico principal do Denver Nuggets hoje em dia. Imagina a pressão de seguir os passos do pai? Mas pelo visto o talento é genético mesmo.
Rick foi induzido ao Hall da Fama em 2021 — reconhecimento mais do que merecido. Em 2023, ainda ganhou o prêmio Chuck Daly de conquista vitalícia da associação de técnicos. O respeito que ele tinha entre os colegas era absurdo.
Deixa seis filhos e a esposa Mary Kay. Uma família que sempre esteve ao lado dele durante essa jornada incrível pela NBA.
Descanse em paz, Rick. Você ensinou muito sobre basquete e sobre ser humano também. E aí, pessoal — quem vocês acham que mais merece estar no Hall da Fama entre os técnicos atuais?

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